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Lesões Malignas Primárias do Osso

Encontrar uma alteração óssea em um exame de imagem gera preocupação imediata. Embora a maioria das lesões ósseas sejam benignas, áreas de destruição do osso — conhecidas como lesões líticas — podem indicar condições mais sérias. Um diagnóstico preciso, realizado por um oncologista ortopédico, é essencial para diferenciar achados benignos de doenças que exigem tratamento específico e imediato.

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O que são lesões ósseas benignas?

Lesões ósseas benignas são alterações estruturais do osso que não apresentam comportamento cancerígeno. Muitas vezes, são descobertas de forma incidental em exames solicitados por outros motivos, sem causar sintomas ou impacto funcional.

Entre os tipos mais comuns estão o cisto ósseo simples, frequente em crianças e adolescentes; o osteoma osteoide, que pode causar dor localizada, especialmente à noite; e o encondroma, uma lesão cartilaginosa geralmente assintomática. Essas alterações não se transformam em câncer na maioria dos casos e podem apenas ser acompanhadas clinicamente, desde que bem caracterizadas.

O papel do especialista é confirmar o caráter benigno da lesão, evitando tratamentos desnecessários, mas também reconhecendo padrões que fogem do comportamento habitual.

Lesões líticas: quando a “mancha no osso” é um sinal de alerta?

Lesão lítica é o termo utilizado para descrever áreas onde há perda de densidade óssea, criando uma aparência de “falha” ou “buraco” no osso nos exames de imagem. Esse padrão não representa um diagnóstico isolado, mas sim um sinal radiológico que precisa ser interpretado dentro do contexto clínico.

Algumas lesões benignas podem apresentar comportamento lítico, especialmente quando são mais agressivas localmente. No entanto, esse mesmo padrão também pode ser o primeiro indício de doenças sistêmicas, incluindo tumores ósseos malignos e neoplasias hematológicas. Por isso, a avaliação especializada é fundamental para definir a real natureza da alteração.

A relação entre lesões líticas e Mieloma Múltiplo

O mieloma múltiplo é um câncer originado nas células plasmáticas da medula óssea. Essas células passam a produzir substâncias que estimulam a destruição do osso, levando à formação de múltiplas lesões líticas ao longo do esqueleto.

Essas áreas de enfraquecimento ósseo são responsáveis por dor intensa, perda de resistência estrutural e alto risco de fraturas espontâneas, chamadas de fraturas patológicas. Em muitos casos, a lesão lítica identificada em um exame de imagem é o primeiro sinal da doença, tornando o diagnóstico precoce decisivo para o controle dos sintomas e prevenção de complicações.

Sintomas de alerta e fraturas patológicas

Alguns sinais clínicos merecem atenção especial quando associados a alterações ósseas. Dor óssea persistente, especialmente à noite ou em repouso, é um dos sintomas mais comuns. Cansaço excessivo pode estar relacionado à anemia, frequentemente presente no mieloma múltiplo.

Outro alerta importante é a dor que surge sem trauma aparente ou após esforços mínimos, indicando risco de fratura patológica. Nessas situações, a avaliação imediata por um oncologista ortopédico é essencial para evitar agravamento do quadro.

Tire suas dúvidas sobre o laudo do seu exame

Perguntas frequentes (FAQ)

Não. Algumas lesões benignas, como o granuloma eosinofílico, também podem causar lise óssea. A diferenciação exige exames complementares e, em alguns casos, biópsia.

Radiografia, tomografia e ressonância ajudam na avaliação estrutural. A eletroforese de proteínas no sangue é fundamental para o diagnóstico do mieloma múltiplo.

O tratamento é multidisciplinar, envolvendo quimioterapia para controlar a doença sistêmica e, quando necessário, cirurgia ortopédica para estabilizar o osso.

Sim. Dependendo do tamanho, localização e risco de fratura, pode ser indicada cirurgia com curetagem e enxerto ósseo.