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Displasia: Quais são as opções de tratamento?

Postado em: 12/06/2024

Displasia: Quais são as opções de tratamento?

Você sabe o que é Displasia? Essa é uma das condições que trato em minha experiência de mais de uma década como ortopedista focado em oncologia.

Hoje vou explicar melhor essa condição para ajudar a tirar suas dúvidas. Continue a leitura para conferir!

O que é displasia e o que precisamos saber sobre ela? 

A “Displasia” é uma alteração anormal no desenvolvimento de tecidos ou órgãos que, em muitos casos, está associada a um crescimento celular desordenado ou irregular. 

Essas mudanças podem ser notadas em diferentes partes do corpo, incluindo os ossos. 

Dependendo de sua localização e gravidade, a displasia pode ser classificada como leve, moderada ou grave. 

Em certas situações, esta condição pode ser considerada pré-cancerosa, o que indica a possibilidade de evoluir para um câncer se não for gerenciada de forma adequada. 

Portanto, o diagnóstico precoce e preciso é essencial e geralmente é realizado através de exames de imagem, biópsias ou outros procedimentos especializados que permitem uma análise detalhada das células ou tecidos afetados.

Opções de tratamento para displasia

O tratamento da displasia varia significativamente de acordo com o tipo e a gravidade da condição. Entre as opções disponíveis estão:

  • Remoção cirúrgica: Em muitos casos, remover cirurgicamente o tecido afetado é necessário para evitar a progressão para câncer. Este procedimento, porém, é especialmente comum em displasias encontradas no colo do útero ou na pele.
  • Terapias medicamentosas: Dependendo da natureza e localização da displasia, medicamentos específicos podem ser utilizados para controlar o crescimento celular anormal ou corrigir desequilíbrios hormonais que contribuem para a condição.
  • Procedimentos específicos: Em certas formas de displasia óssea, tratamentos como a aplicação de resinas ou cimentos ósseos podem ser necessários para fortalecer os ossos afetados e prevenir fraturas.

Tipos comuns de displasia tratados na oncologia ortopédica

Como especialista em oncologia ortopédica, trato várias formas de displasia que afetam o sistema musculoesquelético, incluindo:

  • Displasia fibrosa: Nesta condição, o tecido ósseo normal é substituído por tecido fibroso, o que pode enfraquecer os ossos. O tratamento pode requerer intervenção cirúrgica para remover ou estabilizar as áreas afetadas.
  • Displasia óssea hereditária com predisposição para osteossarcoma: Esta é uma condição genética rara que aumenta significativamente o risco de desenvolver osteossarcoma. O tratamento pode necessitar de uma combinação de cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
  • Displasia cleidocraniana: Embora muitas vezes benigna, esta condição pode aumentar o risco de tumores ósseos e requer monitoramento e, em casos graves, tratamento cirúrgico.
  • Displasia fibrosa poliostótica: Uma doença rara que envolve múltiplos ossos, substituindo tecido ósseo por tecido fibroso, aumentando o risco de fraturas e possivelmente tumores ósseos.

Sintomas comuns e suas implicações

Os sintomas de displasia variam amplamente, mas podem incluir, por exemplo:

  • Dor óssea: Localizada ou difusa, a dor pode ser um indicativo de displasia avançada.
  • Deformidades ósseas: Alterações na forma dos ossos podem resultar em encurtamento ou curvaturas anormais.
  • Fraturas patológicas: Os ossos afetados pela displasia podem se tornar frágeis e mais suscetíveis a fraturas.
  • Restrição de movimento e inchaço: Alterações ósseas podem limitar a mobilidade e causar inchaço visível.
  • Sinais de compressão  nervosa: Tumores ósseos resultantes de displasias podem comprimir nervos próximos, causando sintomas como dormência ou fraqueza muscular.

Também é fundamental considerar que a displasia pode ser assintomática no começo, o que é um desafio em seu diagnóstico. 

Exames de imagem regulares podem ajudar a identificar a condição nesses casos, sendo fundamentais especialmente para quem tem histórico familiar da doença, mesmo que não hajam sintomas.

Monitoramento contínuo e acompanhamento

Acompanhar de perto a evolução da displasia é fundamental. A regularidade e a precisão dos exames de imagem, como raios-X, ressonância magnética ou tomografias, são essenciais para detectar mudanças sutis na estrutura óssea que possam indicar progressão da doença. 

Esses exames também ajudam a monitorar a eficácia do tratamento aplicado, permitindo ajustes conforme necessário para garantir o melhor resultado possível para o paciente.

Educação do paciente e suporte familiar

Além dos aspectos clínicos, eu me dedico a educar meus pacientes e suas famílias sobre a natureza da displasia e seu tratamento

Compreender completamente a condição permite que os indivíduos e seus entes queridos enfrentem a situação com maior confiança e participem ativamente no processo de decisão e manejo da doença. 

É preciso considerar também a possibilidade de casos de condições hereditárias que podem afetar múltiplos membros da família.

Se você ou um ente querido estão suspeitando de displasia ou têm histórico familiar dessa condição, não hesite em buscar ajuda.

Espero que o conteúdo tenha sido útil. Para ter mais informações sobre o meu trabalho, entre em contato pelo WhatsApp!

Dr. André Ferrari de França Camargo
Oncologia Ortopédica
CRM 124.892 | RQE 68641 

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